O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, assinou uma nova lei que prevê o perdão de dívidas financeiras a cidadãos que aceitarem integrar as forças armadas russas na guerra contra a Ucrânia. A medida abrange dívidas até 10 milhões de rublos, equivalente a cerca de 120 milhões de kwanzas, desde que os beneficiários tenham assinado contrato militar a partir de 1 de maio de 2026 e os processos já estejam em fase de cobrança judicial.
A legislação contempla igualmente o eventual perdão das dívidas dos cônjuges dos recrutas. Há mais de quatro anos que a Rússia mantém uma política de incentivos financeiros e sociais para reforçar o recrutamento militar no conflito iniciado com a invasão da Ucrânia, em Fevereiro de 2022.
O contrato militar deve ter duração mínima de um ano e implica participação directa na chamada “operação militar especial”, designação utilizada pelo Kremlin para se referir à guerra. Enquanto Moscovo insiste no reconhecimento da soberania russa sobre territórios ucranianos ocupados e na não adesão da Ucrânia à NATO, Kyiv continua a exigir a retirada das tropas russas e garantias de segurança, contando com apoio financeiro e militar dos aliados ocidentais.




















































