Angola reafirmou-se no centro das transformações da saúde global durante o segundo dia da missão oficial em Genebra, com a participação da Ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, na Mesa Redonda Estratégica de Alto Nível sobre Atendimento Virtual e Telecirurgia, realizada na sede da Organização Mundial da Saúde.
O encontro integrou a programação paralela da 79.ª Assembleia Mundial da Saúde, sob o lema “Reconfigurar a Saúde Global: uma responsabilidade partilhada”, reunindo líderes internacionais, especialistas e parceiros estratégicos para debater o futuro da saúde digital.
O painel contou com a presença do especialista mundial em cirurgia robótica, Vipul Patel, que destacou os avanços de Angola na área da telecirurgia e inovação médica.
Durante a sessão, Sílvia Lutucuta apresentou os progressos do país na modernização do sector da saúde, sublinhando o compromisso do Executivo liderado pelo Presidente da República, João Lourenço, na construção de um sistema mais moderno, inclusivo e acessível.
A ministra destacou a expansão da rede sanitária nacional, que passou de 2.612 para 3.350 unidades entre 2017 e 2026, reforçando a cobertura dos cuidados primários de saúde.
Angola foi também apresentada como referência emergente em cirurgia robótica no continente africano, com dois sistemas instalados e 136 cirurgias minimamente invasivas já realizadas nas áreas de urologia, ginecologia e cirurgia geral.
Um dos momentos de maior impacto foi a realização de cirurgias robóticas remotas a partir dos Estados Unidos, a cerca de 17 mil quilómetros, e a referência a 10 pacientes já tratados por telecirurgia desde Junho de 2025.
No plano da formação, o país destacou a integração de cerca de 46.705 profissionais de saúde e a meta de formação de 38 mil novos especialistas até 2028.
Foi ainda sublinhada a certificação dos primeiros 15 médicos angolanos habilitados a operar sistemas de cirurgia robótica, reforçando a transferência de conhecimento e sustentabilidade do programa.
A intervenção destacou igualmente avanços em neurorradiologia de intervenção, incluindo tratamentos de AVC, embolizações cerebrais e terapias inovadoras em oncologia pediátrica.
A participação angolana reforça o posicionamento do país como actor emergente na inovação médica, saúde digital e cooperação internacional, defendendo um sistema de saúde global mais equitativo e resiliente.




















































