As autoridades militares de Myanmar anunciaram uma amnistia que abrange 1.508 reclusos em várias prisões do país, deixando de fora a líder da oposição e Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi. A medida foi divulgada pela estação estatal MRTV, controlada pela junta militar, e surge num contexto de forte pressão internacional para a libertação de presos políticos. Fonte da Liga Nacional para a Democracia confirmou que nenhum membro da formação beneficiou desta decisão, reforçando críticas à selectividade do processo.
A amnistia ocorre semanas após outra libertação em massa, que incluiu o ex-presidente Win Myint, deposto durante o golpe militar de 2021, liderado pelo general Min Aung Hlaing. Apesar de sinais diplomáticos apontarem para possíveis “medidas positivas” em relação a Suu Kyi, organizações de direitos humanos continuam a exigir provas de vida da antiga governante, condenada a 27 anos de prisão. A crise política no país mantém-se profunda, com mais de 22 mil pessoas ainda detidas e milhares de mortos desde o golpe, segundo dados da Associação para Assistência a Presos Políticos em Myanmar.
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