A ministra da Saúde de Angola, Sílvia Lutucuta, defendeu esta terça-feira, 28 de Abril, em Nairobi, a necessidade urgente de transformar o financiamento da saúde em África, com foco em soluções sustentáveis e menos dependentes da ajuda externa.
A governante intervinha no segundo dia da Reunião Regional 2026 da Cimeira Mundial da Saúde, num painel dedicado ao tema “Transformar o Financiamento da Saúde em África: da volatilidade da ajuda ao investimento sustentável”.
O encontro reuniu decisores globais, incluindo o director regional da Organização Mundial da Saúde para África, Mohamed Yakub Janabi, além de representantes de instituições financeiras internacionais.
Na sua intervenção, a ministra destacou que Angola tem reduzido a dependência da Assistência Oficial ao Desenvolvimento e reforçado o financiamento interno, preservando a soberania na definição de prioridades.
Segundo afirmou, a queda de cerca de 70% da ajuda externa entre 2021 e 2025 exige uma resposta estrutural, com maior mobilização de recursos internos.
Entre as medidas em curso, apontou reformas fiscais progressivas, tributação de produtos nocivos, desenvolvimento do seguro nacional de saúde e parcerias público-privadas para produção local de medicamentos e vacinas.
Referiu ainda mecanismos inovadores, como a conversão de dívida em investimento no sector, permitindo aliviar a pressão fiscal.
Destacou também o reforço do capital humano, com aumento de 46% da força de trabalho desde 2017 e um plano que prevê formar 38 mil profissionais até 2028.
Apesar dos avanços, reconheceu desafios na diversificação das fontes de financiamento e na previsibilidade dos recursos.
Angola defende maior coordenação entre parceiros internacionais e soluções financeiras que não agravem o endividamento, reiterando o compromisso com um sistema de saúde resiliente, sustentável e equitativo.






















































