A ministra da Saúde de Angola, Sílvia Lutucuta, defendeu, esta segunda-feira, em Nairóbi, a necessidade de os países africanos reforçarem os mecanismos internos de financiamento dos sistemas de saúde, com vista à redução da dependência externa e ao fortalecimento da soberania nacional no sector.
A posição foi apresentada durante um painel de alto nível sobre financiamento sustentável da saúde em África, inserido num evento internacional que reuniu decisores políticos, parceiros multilaterais e especialistas.
Na sua intervenção, a governante sublinhou que o financiamento da saúde deve assentar numa abordagem integrada, combinando recursos públicos, mecanismos de protecção social, participação do sector privado e inovação. Destacou ainda a importância da implementação de seguros públicos de saúde e do envolvimento do sector informal nas estratégias de cobertura universal.
Sílvia Lutucuta chamou também a atenção para desafios estruturais persistentes no continente, como a elevada informalidade económica, as desigualdades no acesso aos serviços de saúde e a necessidade de maior eficiência na gestão dos recursos disponíveis. Por outro lado, apontou a filantropia e o sector privado como catalisadores de inovação, sobretudo no apoio a projectos-piloto e reformas estruturais.
O painel serviu igualmente para partilha de experiências entre países africanos, com destaque para modelos implementados no Gana e na Zâmbia, considerados referências no reforço de sistemas de financiamento mais inclusivos.
A ministra integrou a delegação angolana acompanhada por responsáveis do Ministério da Saúde e representantes diplomáticos acreditados no Quénia.
Ainda no mesmo dia, a comitiva participou nas sessões de abertura do evento, sob o lema “Reimaginar o Financiamento da Saúde para um Futuro Sustentável em África”, reforçando o posicionamento de Angola como um actor activo nas discussões sobre a cobertura universal de saúde no continente.























































