O Serviço de Investigação Criminal de Angola, esclareceu, esta sexta-feira, 15 de maio, em comunicado, que são falsas as informações e vídeos postos a circular nas redes sociais sobre o suposto desaparecimento de órgãos genitais, alegadamente praticados por cidadãos nacionais e da República Democrática do Congo. A instituição reafirma que os conteúdos divulgados “estão desprovidos de qualquer realismo técnico ou científico”, afastando qualquer veracidade das denúncias que têm gerado alarme social em várias províncias do país.
Segundo o SIC, os cidadãos que se apresentaram como vítimas foram submetidos a exames médicos directos pela Direcção de Medicina Legal, tendo sido constatado que não apresentam quaisquer anomalias físicas nos referidos órgãos. Os exames foram realizados por múltiplas equipas médicas nas províncias do Moxico, Lunda-Norte, Lunda-Sul, Huambo e Luanda. O órgão alerta ainda que a propagação destas falsas informações tem contribuído para actos violentos, incluindo agressões físicas, linchamentos e até a morte de um cidadão na província da Lunda-Norte.
O SIC informou, igualmente, que 17 cidadãos já foram detidos por envolvimento na disseminação destas práticas e advertiu que todos os que continuarem a divulgar conteúdos desta natureza poderão ser responsabilizados criminalmente. A instituição apela à população para adoptar uma postura responsável, evitando a partilha de informações falsas que promovam a desordem, a insegurança e a violência gratuita no seio das comunidades.























































