A Direcção do Hospital Materno-Infantil do Camama Dr. Manuel Pedro Azancot de Menezes informou que tomou conhecimento, através das redes sociais, de imagens que evidenciam um acto de maus-tratos envolvendo uma bebé internada na unidade. De acordo com a Directora Clínica, Dra. Elsa Frederico, em representação da Direcção-Geral, a criança encontra-se clinicamente estável e sem comprometimento do seu estado geral de saúde. A bebé é portadora de uma síndrome de origem genética que provoca episódios frequentes de choro. Ainda assim, de forma inadequada e injustificável, profissionais terão colocado fita adesiva na região da boca da criança, alegadamente para fixar a chupeta, procedimento que não é reconhecido como prática clínica segura.
A Direcção classificou o acto como condenável e contrário aos princípios éticos e humanitários da profissão. Após reunião de emergência, os profissionais presumivelmente envolvidos foram preventivamente suspensos e criada uma Comissão de Inquérito, que já iniciou os trabalhos. Está igualmente em curso a análise das imagens do circuito interno de vigilância. A Comissão irá apurar responsabilidades directas e indirectas, incluindo eventuais omissões, sublinhando que qualquer profissional que presencie actos desta natureza e não os denuncie incorre em responsabilidade disciplinar.
O hospital reforça que existem protocolos adequados para lidar com situações de desconforto infantil e que não há qualquer justificação técnica ou ética para o procedimento adoptado.
A Direcção pediu desculpas públicas à sociedade e garantiu que nenhuma conduta desta natureza ficará impune, assegurando a aplicação rigorosa das medidas disciplinares e legais cabíveis.

