O Exército israelita matou, esta terça-feira, 17 de fevereiro, uma criança palestiniana no norte da Faixa de Gaza, depois de, segundo a versão militar, ter cruzado a denominada “linha amarela” e representado uma ameaça iminente às tropas destacadas na zona, no âmbito do acordo de cessar-fogo em vigor. Em comunicado divulgado nos seus canais oficiais, as Forças de Defesa de Israel afirmam que, após a identificação do indivíduo, foi realizado um ataque que resultou na sua morte, classificando a vítima como “terrorista”.
De acordo com informações locais, a vítima era Youssef Rassem Asaliya, de 12 anos, que morreu após o impacto de um míssil disparado por um drone israelita na localidade de Jabalia. Num segundo comunicado, o Exército israelita informou ainda que, na segunda-feira, durante uma operação militar junto à mesma linha de demarcação, terá localizado um alegado depósito de armas pertencente a milicianos do Hamas, incluindo lança-granadas RPG e engenhos explosivos.
Apesar da trégua, continuam a registar-se quase diariamente ataques israelitas na zona, tendo já ultrapassado os 600 o número de mortos desde a sua entrada em vigor e mais de 72.000 desde o início da ofensiva em outubro de 2023, segundo dados das autoridades de saúde do enclave.

